O grupo do costume (Sr. António Cabaço, Martim, Dino, Filipe, Marco e eu).
Decidimos tomar um café em Lentiscais. Mal colocámos os pneus na terra, furo da KTM. Montou-se logo uma "box" com assistentes, mecânicos, fotógrafos, enfim, um aparato digno de qualquer paddock. Câmara mudada, rumámos em direcção à Ponte do Rio Ponsul. O facto do Transibérico ter passado Segunda-feira na nossa região estava bem patente nos rastos deixados pelos veículos motorizados. Muita pedra solta e muito pó. Tanto que houve alturas em que tivemos que parar para ver o caminho. Passado pouco tempo, estávamos quase a chegar aos Lentiscais. Uma voltinha pela aldeia à procura de local para tomar o café. Lá encontrámos. Estacionar as bicis, entrar, cumprimentar, pedir, pagar. Surpresa das surpresas. O Filipe, ao ver um acordeão sobre uma mesa, pediu ao proprietário do local se podia tocar uns acordes. Ele deu o seu aval e após uns "arranhanços" iniciais - o pessoal chegou a pensar que se tratava de uma partida - lá sai uma melodia que colocou o pessoal a dançar o "vira". Momento hilariante. Ficou combinado voltar lá para o Filipe continuar as suas aulas. Saimos de Lentiscais e ficou decidido rumar a Belgais - local onde um de nós teria de tocar piano. Ao passar sobre a Ponte do Rio Ponsul, sinto a bici um pouco estranha. Olhei para baixo e verifiquei que estava a perder pressão no pneu traseiro. Encostar, avisar o pessoal e, neste caso, só foi necessário dar à bomba e fazer uns "bonecos" para a fotografia. As câmaras de ar com o líquido anti-furo resultam (neste caso). Aproveitámos para rolar um pouco na Maverick L7 do Sr. António Cabaço. Um privilégio. Muito bonita e sóbria. Aquela cor pérola, combinada com a Reba são um conjunto esteticamente bem conseguido.
Continuando, que não se pode parar muito tempo.
Seguimos paralelamente ao Rio. Ainda tivemos de fazer um pequeno desvio pois, o caudal ainda é grande não dando para atravessar no local previsto.
Mais à frente, ao chegar a um curso de água, já nosso conhecido, o Marco decidiu verificar a temperatura da água. E lá foi, banho completo. O Dino e o Martim, aproveitaram ainda para... tirar o pó (mas nós sabemos que eles estavam a tomar banho). Para disfarçar, o Dino começou a entoar um cântico e o seu corpo ficou cheio de movimentos estranhos. Seria o efeito da água???
Após uma longa subida, descemos num ritmo alegre até chegar a uma pequena ponte de pedra. Paragem para foto e apreciar a paisagem.
Mais um problema. A Decathlon do Martim decidiu - através do seu desviador dianteiro - também ela requerer as atenções do pessoal. Ferramenta para aqui, aperto para ali, lá se desenrascou. Não ficou a 100% mas deu para seguir caminho.
Aqui, foi sempre a subir por terreno muito irregular, com muita pedra solta, areia, mosquitos, etc...
Passagem pelo "monumento" à bici desconhecida e, passados 59kms, lá chegámos ao nosso destino.
Foi uma manhã muito bem passada, com doses de divertimento q.b. e umas aulas de mecânica que, esperemos, não se repitam frequentemente.













































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