quarta-feira, abril 05, 2006

Pequena mas intensa

É verdade, foram só 30kms mas não me lembro de passar tanto tempo fora da bici a empurrar colina acima. Saímos da loja do Rui em direcção à Feiteira. Passámos ao lado do aeródromo. Estivemos quase a chegar à Senhora de Mércules mas, o Martin desafiou o pessoal para um percurso "alternativo". É claro que aceitámos. O desafio era chegar ao marco geodésico.
Lá fomos. Primeiro, uma descida que acabava num curso de água. Depois, subir. Até aqui, nada de novo, apenas o ritmo cardíaco a aumentar. Mais à frente, descida, descida, descida, descida. Vivam os travões e as suspensões pois o piso era muito irregular com pedra solta e regos causados pela chuva. Ao fim da descida, um curso de água, claro. A partir deste ponto, foi duro. Ainda pedalámos uns 100 metros - julgo que o Martin e o Filipe (em grande forma) conseguiram subir tudo sem sair da bici, bastou-lhes colar o queixo ao avanço - mas o Dino, o Marco e eu, tivemos mesmo de gramar aquela "parede" a pé. Já no topo, faltava pouco para o marco geodésico, estava ao alcance da vista. Nova descida seguida de subida. Foi divertida pois, começámos a baixar um de cada vez para ver até onde cada um de nós conseguiria trepar. O primeiro foi o Martin, que acabou a cair para o lado. A seguir, o Dino, conseguindo mais uns metros que o Martin. Depois o Marco - que estreava a sua Specilized FSR XC Pro. Antes de mim, seguiu o Filipe. Passados mais uns metros, sempre a subir, chegámos ao marco geodésico. Pausa para "abastecimento" e "testar" as bicis uns dos outros.
Olhando em direcção ao Monte de S. Martinho, traçámos a nossa "rota". Teríamos de pedalar na "crista do monte". E lá fomos. Descer, descer, virar à direita, descer, descer, descer, descer, novamente à direita, agora mais plano, num caminho em que a erva era predominente. Novamente a descer, descer, descer e, primeiro susto do dia para mim. A Canyon pisou uma pedra com umas dimensões consideráveis, tive de largar travões, a trajectória alterou-se e, por momentos, vi que a queda estava iminente. Mas tudo se resolveu (obrigado Fox, Avid e companhia). Lá em baixo... mais um curso de água (seria mais um ribeiro). Aqui não houve a mínima hipótese, tivemos de molhar os pezinhos e os joelhos!!! Não dava mesmo para passar de bici - o Martin bem tentou mas, acabou com os pés na água. Novamente a subir, fora da bici. Paragem para verificar que o cabo do ciclocomputador do Dino acabou mesmo por se cortar. Subir, agora a pedalar. Entrámos numa propriedade privada pois, era o único caminho existente. Ainda andámos um pouco à deriva. O Martin queria ir para a direita, o Dino, para a esquerda. O Marco, o Filipe e eu sem saber muito bem para onde seguir. Decidimos ficar parados, à espera do regresso de ambos. E que regresso para o Dino que, também ele, foi ao chão. "Não se riam" disse ele. Pois!!! Estava tudo a conter-se!!! Voltámos para trás alguns metros e começámos a subir - a pé pois claro - um monte. Queda do Filipe - devia estar cansado e aproveitou para ver a paisagem. Ao cimo do monte, uma vista magnífica. Muito verde, infelizmente poucas árvores. Tempo para saltar a vedação e para uma foto de grupo. Até ao final, nada a assinalar. Regressámos pelo Bairro do Valongo e entrámos na Cidade. Tinha terminado a nossa curta mas intensa volta.







































2 comentários:

Varadero disse...

PJFA, tens de arranjar um GPS...

assim não sabemos quantos Km de acumulado subiram...

rui oliveira disse...

bem onde e ke o ppl de castelo custuma andar . my mail rui_oliveira77@hotmail.com